Prevenção à agregação de plaquetas

Ataques cardíacos ocorrem quando plaquetas aderem ao revestimento áspero de um vaso sanguíneo danificado, formando uma espécie de obstrução. O efeito antiplaquetário do etanol se dá em vários níveis: diminui os níveis de fibrinógeno, incrementa a prostaciclina (propriedades vasodilatadoras e antitrombógenas) e reduz o tromboxano A2.

Esse efeito tem sido estudado nos últimos anos por pesquisadores em todo o mundo. Em 1990 descobriu-se, por outro lado, que existe uma erva medicinal asiática, chamada Polygonum cuspidatum, que também contém resveratrol. Pesquisadores coreanos e japoneses confirmaram que esta planta, por meio do resveratrol, reduz a formação de plaquetas ao diminuir a formação de tromboxano a partir de precursores da prostaglandina.

Também o ácido gentísico, presente nas uvas e vinhos, se opõe à formação de plaquetas. O interessante desse composto é sua estrutura similar à da Aspirina (ácido acetilsalicílico), com conhecida capacidade de aumentar o fluxo de sangue e reduzir os efeitos coagulantes.

Até o momento, o interesse terapêutico tem se voltado aos estudos dos polifenóis que a uva transmite ao vinho, mas não seria estranho que, com o tempo, se descubram mais biofatores ou mais oligoelementos dotados de um papel fisiológico e nutritivo importante proporcionado pelo consumo do vinho.